Ceará conta com apoio de Chapter para ajudar a internacionalizar produtos e serviços

Crédito da Foto: Ricardo Stuckert / PR / Agência Brasil


CCBC ajuda a fomentar negócios entre empresários locais e canadenses

Por Marcelo Picolo

Com o fortalecimento de sua economia local e os crescentes investimentos em inovação, sustentabilidade e infraestrutura, o Ceará está preparado para fazer história nos próximos anos. O Estado tem se destacado no Brasil por uma série de avanços estratégicos que geram oportunidades em diversos mercados, como energias renováveis, frutas tropicais, pescados, castanhas, calçados e artesanato. Neste momento, a internacionalização de marcas se tornou uma prioridade regional do Governo, sem perder de vista as oportunidades que possam surgir com a chegada de empresas estrangeiras interessadas em se estabelecer por aqui.

Para isso, um agente institucional passa a ter papel importante para produtores e prestadores de serviços desta região do Nordeste. É o Chapter Ceará da Câmara de Comércio Brasil Canadá (CCBC), um hub de negócios inaugurado em dezembro de 2024, localizado em Fortaleza, que ajuda empresários a fomentar acordos comerciais com os canadenses.

Além de atrair investimentos para o Estado, o escritório também ajuda empresas cearenses a entenderem e acessarem o mercado canadense, oferecendo a elas apoio em negócios, legislação, cultura empresarial e para obter as certificações exigidas no país norte-americano. A ideia é reduzir barreiras e encurtar caminhos para quem deseja internacionalizar produtos ou serviços. Os setores de energia limpa, tecnologia, infraestrutura, comércio exterior e turismo estão entre os focos de fomento de negócios bilaterais entre as duas nações.

Segundo Igor Gonçalves, coordenador do Chapter Ceará, a presença de um escritório físico na capital cearense é mais que uma representação institucional. “É um catalisador de conexões, negócios e soluções conjuntas para desafios globais como a descarbonização e a inclusão econômica”, disse. “O Ceará vive hoje uma maturidade institucional rara, com estrutura e segurança jurídica para receber investimentos de ponta; é um Estado preparado para ser um parceiro de longo prazo do Canadá em áreas estratégicas como o hidrogênio verde e a economia azul (uso sustentável dos recursos oceânicos e costeiros para impulsionar o crescimento econômico)”, complementou.

Energia

Com 88% da sua energia gerada por fontes renováveis — a maior taxa entre os países do G20 —, o Brasil desponta como líder em energia limpa, com o Ceará sendo um dos seus protagonistas.

O Estado concentra 25 dos 98 projetos offshore em licenciamento ambiental do País, somando 64,3 GW em capacidade eólica marinha. Além disso, o Porto do Pecém, que opera sob o modelo de Zona de Processamento de Exportação (ZPE), oferece atrativos únicos para exportação de hidrogênio verde. O Estado já conta com mais de 30 memorandos de entendimento com empresas globais, como Fortescue (Austrália), Qair (França) e AES (EUA).

“O Ceará também se destaca por oferecer um ambiente ideal para investidores estrangeiros, especialmente no setor energético; temos um potencial de 356 GW em energia eólica offshore e um porto conectado com as principais rotas globais, como Nova York e Roterdã”, destaca Igor.

Além da Energia, o Estado se posiciona como polo logístico e tecnológico. Fortaleza é interligada a 16 cabos submarinos de fibra óptica, que torna a capital cearense no maior hub de dados da América do Sul, atraindo data centers internacionais e fomentando o ecossistema de inovação e TI.

Tecnologia e outros setores

O Estado ainda se destaca por suas vantagens competitivas em setores como o agronegócio tecnológico, que tem adotado soluções inovadoras para o cultivo em áreas semiáridas. Além disso, o turismo sustentável, impulsionado pelo litoral cearense, tem atraído viajantes canadenses e se apresenta como uma promissora oportunidade de investimento no setor hoteleiro. A economia criativa e cultural também é referência do nordeste brasileiro, com ênfase no artesanato local, na gastronomia e na música.

“O Canadá busca parceiros com estabilidade, governança e propósito; nosso papel no Chapter é garantir que essas conexões não fiquem apenas no papel, mas se convertam em projetos concretos, empregos e inovação”, ressalta Gonçalves.

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