|
Edição nº 25
Notas
Negócios sobre trilhos
Bombardier aposta em monotrilhos no Brasil
Com projetos de trens monotrilhos em andamento no Oriente Médio e em outras regiões do mundo, a canadense Bombardier inclui o Brasil em seus planos de crescimento nesse segmento. O Estado de São Paulo é atualmente a principal aposta da marca, que tem a melhor oferta para a licitação do primeiro trajeto para monotrilhos do país, o Expresso Tiradentes, na zona sul da capital paulista, e que deverá participar da disputa pela linha que ligará o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi. Além do tempo menor de instalação em relação ao metrô, os monotrilhos são considerados mais competitivos na atualidade devido ao ganho, nos últimos anos, de maior capacidade de passageiros, de potência e de tecnologia avançada.
Retomada do crescimento
Projeções do Conference Board of Canada (CBOC) apontam para uma retomada no setor canadense de papel e celulose, estimulada por um aumento da demanda e da produção nos próximos anos. A expectativa é de que a indústria registre uma alta de 3% da produtividade em 2010, o que poderá ser o primeiro acumulado positivo desde 2005. "As perspectivas estão melhorando gradualmente, graças ao aumento dos preços e à recuperação modesta na demanda", avalia Michael Burt, diretor associado de Tendências Econômicas Industriais. Segundo Burt, o crescimento continuado deverá se manter até 2013, apesar de fatores desfavoráveis, como a valorização do dólar canadense, a competitividade de produtores asiáticos e sul-americanos e a queda da demanda nos Estados Unidos. Para 2011, o CBOC prevê um lucro de US$ 366 milhões para o acumulado do setor.
Privacidade on-line
No Canadá, o sigilo da informação privada é um direito dos cidadãos. Por esse motivo, a comissária para a Proteção da Privacidade, Jennifer Stoddart, investiga há mais de um ano como as redes sociais estão cuidando dos dados pessoais e da navegação de seus usuários. Em agosto de 2009, Jennifer conseguiu um acordo para que o site de relacionamentos Facebook fosse mudado para se adequar às leis canadenses. A principal mudança seria a adoção de opções de privacidade mais intuitivas e fáceis de usar. A empresa, no entanto, não teria feito os ajustes prometidos. "Não me parece que o Facebook esteja na direção certa quanto a esta questão", disse Jennifer à revista The Economist. No Canadá, cerca de 15 milhões de pessoas têm os seus dados pessoais administrados pela rede social Facebook.
Descoberta científica Usado no tratamento de distúrbios metabólicos, o dicloroacetato (DCA) pode ser uma arma eficaz contra o câncer, segundo cientistas da Universidade de Alberta, em Edmonton (Alberta), no Canadá. Liderada por Evangelos Michelakis, a pesquisa demonstrou que a droga altera o metabolismo das células cancerosas e as destrói, sem afetar as saudáveis. A mitocôndria, responsável pela respiração celular e desativada pelo tumor para compensar a falta de oxigênio para a geração de energia, volta a funcionar, sobrecarregando o metabolismo e provocando a autodestruição de diferentes tipos de câncer. O DCA não tem patente, o que deve reduzir os custos de futuros medicamentos.
Acordo ambiental
Nove grupos de proteção ambiental, liderados pelo Greenpeace, e 21 empresas canadenses de celulose e papel, representadas pela Forest Products Association of Canada (FPAC), chegaram a um entendimento sem precedentes de proteção à Floresta Boreal, o que deve garantir a preservação da vegetação e da vida animal, principalmente dos caribus. Pelo que está sendo considerado no acordo comercial de fundo ambiental mais abrangente do planeta, as novas licenças de exploração de 29 milhões de hectares da floresta serão suspensas. Além disso, a produção atual nas áreas permitidas, de 43 milhões de hectares, será modificada ao longo dos anos para atender às normas exigentes de sustentabilidade. Em troca da adesão das companhias, os grupos de defesa do meio ambiente se comprometeram a reconhecer e apoiar as futuras medidas tomadas pela indústria.
PROJETO EM MORADIA
Dedicada ao desenvolvimento de projetos habitacionais no segmento econômico, a Brookfield Incorporações receberá investimentos de US$ 47 milhões da International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial. A proposta – alinhada aos objetivos do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida – visa ampliar a oferta de moradias de alta qualidade para a população de baixa renda do Brasil. Segundo Nicholas Reade, diretor presidente da empresa, os recursos do IFC ajudarão a Brookfield Incorporações a elevar a oferta de primeira moradia a preços acessíveis, contribuindo para a redução do déficit habitacional do país.
Gestão financeira
A forte valorização mundial do ouro incentivou a canadense Kinross a expandir sua atuação no Brasil. Em acordo realizado com o governo de Minas Gerais, a empresa prevê investimentos de R$ 950 milhões, que irão impulsionar a capacidade produtiva da mina de Paracatu para 17 toneladas anuais até 2012. Os recursos serão aplicados na instalação de mais um moinho de bola para fragmentação do minério, na aquisição de máquinas, equipamentos e terrenos, na construção de uma nova barragem e na elevação das paredes da barragem existentes. Havendo a necessidade de implantação de mais um moinho de bola, os recursos poderão ser ampliados para R$ 1,12 bilhão.
Melhor do mundo
Terceira maior cidade do Canadá, a capital da província de British Columbia, Vancouver, é considerada a quarta melhor cidade do mundo em qualidade de vida, segundo dados de um estudo realizado pela consultoria Mercer. Favorecida pela diversidade geográfica – a exemplo das montanhas litorâneas e das águas da English Bay, que circundam a maior parte do centro –, pela variedade cultural e pelo potencial do comércio, a região registrou 107,4 pontos na pesquisa, sendo superada apenas por Viena (108,6), na Áustria, e Zurique (108) e Genebra (107,9), na Suíça. Ottawa (14º lugar), Toronto (16º), Montreal (21º) e Calgary (28º) foram outras cidades canadenses que conquistaram posição de destaque no ranking do estudo.
Estímulo ao turismo
O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) realizou em maio o 2º Road Show Brazil no Canadá, com o objetivo de aumentar o número de operadores canadenses que comercializam pacotes turísticos do Brasil. Cerca de 300 profissionais receberam informações de mercado e conheceram empresas brasileiras durante encontros realizados em Montreal, Toronto e Vancouver. O Plano Aquarela 2020 – Marketing Turístico Internacional aponta o Canadá como um dos países estratégicos para as ações de promoção internacional do Brasil devido ao interesse de viajantes canadenses por destinos nacionais. Em março, a Comissão Canadense de Turismo (CTC, na sigla em inglês) realizou em São Paulo uma ação semelhante.
Investimentos em mineração
A canadense Yamana Gold investirá R$ 224 milhões nas cidades de Pontes e Lacerda e Porto Esperidião, segundo protocolo de intenções assinado com o governo do Mato Grosso. O objetivo do grupo é extrair cerca de 3,1 toneladas de ouro a partir de 2012, com as operações da subsidiária Serra da Borda Mineração e Metalurgia S/A. Na fase inicial de implantação – prevista para o segundo semestre de 2010 –, o projeto deverá gerar cerca de mil postos de trabalho. A previsão é de que, iniciada a extração, a companhia mantenha 200 empregos diretos e 500 postos indiretos.
Marcas valiosas
Na lista das 100 marcas mais valiosas do mundo, elaborada pela consultoria Millward Brown, duas são canadenses. Ocupando a 14ª posição, a BlackBerry tem um valor de mercado estimado em US$ 30,7 bilhões, com valorização de 12% em relação a 2009. As recentes campanhas publicitárias realizadas em diferentes países, voltadas para o consumidor jovem – uma tentativa da fabricante RIM de reproduzir em outros segmentos a liderança conseguida no universo corporativo –, e a maior presença em economias em desenvolvimento favorecem a valorização. A marca do Royal Bank of Canada (RBC), por sua vez, vale US$ 16,6 bilhões (o que representa um ganho de 12% frente a 2009), ocupando a 36ª posição segundo a pesquisa. No topo do ranking, o símbolo corporativo da Google atinge valor de mais de US$ 114 bilhões.
Tendências e oportunidades
Entre os dias 29 e 30 de julho, o Rio de Janeiro reúne empresários, executivos, líderes e investidores em um dos maiores eventos empresariais da América Latina: o Congresso Nacional de Gestão Corporativa. A sétima edição do evento – que conta com o apoio da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) – conta com a presença de grandes empresas e de autoridades governamentais do país, interessados em trocar informações sobre tendências, soluções, conceitos e práticas do mundo corporativo. Esse ano, o assunto de destaque do encontro são os investimentos realizados em turismo, emprego e infraestrutura para que o Rio de Janeiro realize com sucesso os Jogos Militares (2011), o Rio+20 e a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (2012), além da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Outro tema de discussão é a responsabilidade social, motivando a formação de parcerias entre empresas e entidades beneficentes.
Riqueza natural
A reabertura do Museu Canadense da Natureza (www.nature.ca), em Ottawa (Ontário), é uma oportunidade para quem tem viagem marcada para a capital canadense nos próximos meses. Parte das comemorações pela revitalização do imponente edifício de estilo gótico, as atuais exposições são uma atração tanto para adultos quanto para crianças. Pelos corredores de Aqua, o público aprende sobre a importância desse recurso natural em todas as suas formas. Em Frogs – A chorus of colours, diversas espécies de sapos vivos de todo o mundo são exibidas em ambientes naturais recriados, facilitando o aprendizado sobre as suas características. As fotos da vida selvagem de Canadian Wildlife Photography of the Year 2009 revelam, por sua vez, cenas impressionantes da riqueza natural do Canadá captadas por fotógrafos. As três exposições permanecerão abertas até 6 de setembro.
SABOR BRASILEIRO
Cinco marcas brasileiras de cerveja participaram da última edição do Mondial de la Bière, realizado entre 2 e 6 de junho em Montreal. O evento atrai o público em geral e fabricantes de todo o mundo interessados em oportunidades comerciais. Além de degustações, apresentações e encontros de negócios, a feira proporciona a divulgação de produtos nacionais. No caso do Brasil, as cervejarias participantes puderam apresentar seus produtos, como a Colorado (foto), de Ribeirão Preto (São Paulo). No total, os visitantes puderam provar mais de 300 cervejas de diferentes países.
Aproximação necessária
Stephen Poloz, vice-presidente do Grupo de Produtos de Financiamento da Export Development Canada (EDC), usa linguagem simples e didática para temas de economia e mercado, como os de sua palestra apresentada em maio, na capital paulista, a pedido da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) e da EDC, sobre o que significa “ser normal” para os mercados de crédito internacionais após a crise financeira global. Para o executivo, é preciso aproximar empresários para reforçar o comércio bilateral, segundo entrevista à revista Brasil-Canadá:
Brasil-Canadá – Como, de modo geral, a crise financeira internacional afeta os mercados de crédito?
Stephen Poloz – O sistema financeiro tem uma fragilidade que não será corrigida com os pacotes econômicos emergenciais. Um momento importante para entendermos a atual situação é o 11 de setembro de 2001. Nos meses seguintes aos ataques a Nova York, houve uma mudança fundamental no comportamento dos consumidores norte-americanos. A população, que antes se preocupava em poupar, começou a consumir mais. Além do dinheiro economizado ao longo dos anos, os gastos foram feitos com financiamentos bancários. Essa mudança criou uma dinâmica de mercado que levará tempo para ser modificada.
O Brasil e o Canadá enfrentaram bem a crise internacional"
BC – A procura por financiamentos não deveria ter chamado a atenção para a possibilidade de uma crise?
SP – Os modelos usados pelo mercado financeiro não poderiam perceber a bolha se formando. Com o fim da crise, os países enfrentarão um período em que não apenas deixarão de crescer o esperado, mas poderão ter mais gastos. O que podemos dizer é que, na nova normalidade, o mundo deverá crescer menos do que o esperado.
BC – Esse novo cenário altera de alguma forma a atuação da EDC?
SP – Há muitas lacunas no mercado que precisam ser preenchidas por mecanismos de crédito. O Brasil e o Canadá enfrentaram bem a crise internacional. Para os dois países, a melhor opção para os próximos anos seria desenvolver ainda mais os vínculos do comércio bilateral. O que fazemos é ajudar as empresas canadenses interessadas em desenvolver seus negócios no exterior, principalmente em mercados considerados aquecidos, como o brasileiro.
BC – De que modo o Brasil e o Canadá podem estreitar suas relações bilaterais?
SP – Não vejo as oportunidades comerciais como uma consequência exclusiva das ações de governo. Podemos estimular os negócios entre as empresas. A EDC é um facilitador nesse sentido, uma vez que promove diversos encontros, a exemplo dos realizados entre a Petrobras e companhias do setor de petróleo do Canadá. Há um interesse crescente de pequenas empresas canadenses pelo Brasil, que é visto como um destino de negócio. Mesmo em países com um sistema bancário confiável, como o brasileiro, as instituições serão mais conservadoras e haverá mais brechas de crédito a serem preenchidas.
Novos Associados da CCBC
Pessoa jurídica
• Mellohawki Logistics Inc.
• Abe, Costa; Guimarães e Rocha Neto Advogados
• Numen IT Soluções
em Tecnologia
• Smartway Brasil Minério
de Ferro.
Pessoa física
• Paulo Sergio da Pieve
Soares Filho
• Raul Felipe C. Papaleo
• Henrique Soares Correia
• Carlos José Silva de Brito
• Marcelo D. Vicente

|