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Entrevista

Saúde em perspectiva

Presidente da recém-criada Comissão de Saúde da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) explica as futuras ações do novo grupo de trabalho, que fortalecerão as relações bilaterais no setor

Leandro Rodriguez

O Brasil e o Canadá intensificam o intercâmbio na área de saúde. Governos, instituições, empresas e profissionais têm demonstrado maior interesse em descobrir as contribuições que os dois países podem compartilhar. Atenta a essa oportunidade e com a meta de promover e fortalecer parcerias, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) cria uma Comissão de Saúde, formada por diversos profissionais, entre os quais médicos, empresários, representantes de en­tidades e membros da CCBC e do Consulado do Canadá em São Paulo. “Queremos oferecer um espaço de debate multis­setorial com diferentes agentes de toda a cadeia de saúde”, diz Francisco Balestrin, vice-presidente do Con­selho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e primeiro presidente da Comissão. Segundo ele, a iniciativa dará impulso ao diálogo abrangente e a novas oportunidades. Após o lançamento em maio, em São Paulo, estão previstos um encontro no Rio de Janeiro sobre modelos de aferição de resultados e uma missão técnica para o Canadá até o final de 2010. “Além disso, organizaremos uma agenda técnica bilateral no segundo semestre de cada ano”, completa Balestrin, que destaca outros temas em entrevista à revista Brasil-Canadá:

Brasil-Canadá – Que motivos levaram à criação da Comissão de Saúde da CCBC?
Francisco Balestrin – Com a Comissão, queremos oferecer um espaço de debate multissetorial com diferentes agentes de toda a cadeia de saúde, o que enriquece o diálogo. Por isso, contamos com a participação de representantes da indústria nacional, importadores, empresas de serviços, hospitais e clínicas, médicos, operadores de planos de saúde, grupos filantrópicos, entre outros. É evidente que tentaremos encontrar oportunidades comerciais em tecnologias, serviços e modelos. Com uma visão institucional, traremos contribuições do sistema de saúde canadense ao Brasil e levaremos as daqui para o Canadá.

BC – Como a atuação multissetorial pode favo­recer a Comissão?
FB – À medida que enriquecemos a discussão com a participação de diferentes profissionais, ampliamos nossa atuação institucional como um fórum amplo de debate. Estimularemos o intercâmbio, a criação de documentos e o posicionamento técnico-político, que possa melhorar as relações partindo de uma visão de longo prazo. Do mesmo modo, não atuaremos somente em situações consideradas agudas ou urgentes. Esse trabalho multissetorial, no entanto, é complexo, por isso fizemos um planejamento de um ano, período em que reunimos documentos, montamos um projeto estratégico e desenvolvemos um modelo de gestão, baseado no Balanced Scorecard (BSC). Desta forma, poderemos acompanhar indicadores da evolução das atividades.

“Traremos contribuições do sistema
de saúde canadense ao Brasil”

BC – Quais principais ações pretendem colocar em prática?
FB – Faremos quatro reuniões plenárias por ano para discutir temas. Além disso, organizaremos uma agenda técnica bilateral, no segundo semes­tre de cada ano, para que profissionais de alta qualificação de diversas áreas possam estrei­tar relações. Eles visitarão a indústria, órgãos do governo, entidades e cursos de medicina, por exemplo. Também daremos atenção às participações público-privadas, comuns na saúde canadense, e acompanharemos novos assuntos para que tenhamos uma Comissão vibran­te, capaz de repercutir os assuntos. Considero um avanço o fato de adotarmos uma abordagem comum às prioridades de São Paulo e do Rio de Janeiro – sem perder de vista outros Estados –, que compartilham questões muito parecidas na saúde.

BC – Poderia citar os objetivos mais imediatos da nova Comissão?
FB – Após o lançamento oficial durante a Hospi­talar 2010, em São Paulo, com a realização de dois seminários, faremos um evento no Rio de Janeiro, no segundo semestre, para discutir modelos de aferição de resultados. Também queremos organizar uma missão técnica para o leste do Canadá ainda em 2010. Com isso, compartilharemos muitas experiências.

BC – Como as atividades do grupo podem favorecer as relações bilaterais no setor?
FB – Precisamos aproximar institucionalmente os dois modelos de percepção de saúde. Fi­ze­mos isso durante o planejamento, mas precisaremos de cerca de mais um ano para consolidar esse aspecto. Em seguida, partiremos para um processo mais intenso de trocas técnicas, acadêmicas e comerciais.

BC – Brasil e Canadá compartilham semelhanças em questões de saúde?
FB – Os dois países têm uma estrutura ministerial, que tenta identificar as necessidades da população. Na área privada de prestação de serviços, há uma diferença. No sistema canadense, embora as empresas possam oferecer atendimento a pacientes, o contratante sempre é o Estado. Por outro lado, o Canadá e o Brasil têm muito a trocar e não apenas em questões epidemiológicas e de tratamentos, mas também em tecnologia e serviços. O modelo canadense de acreditação é um exemplo.

BC – Quais áreas oferecem maiores oportunidades de negócios?
FB – Os serviços se destacam nesse sentido. No entanto, poderemos perceber novas oportunidades com a atuação multissetorial e a rea­lização de missões comerciais.

AÇÂO CONJUNTA
A Comissão de Saúde da CCBC é composta por profissionais de difentes origens, com o objetivo de abranger temas de interesse de todo o setor:

Francisco Balestrin (Anahp)
Presidente
Marcos Bosi Ferraz (Unifesp)
Vice-presidente

Conselho estratégico
Antonio Jorge Kropf (Amil)
Aurimar José Pinto (Abimed)
Franco Palloma (Abimo)
Jorge Moll (Rede Labs D’Or)
José Luiz Gomes do Amaral (AMB)
Josier Vilar (Sindhrio)
Luiz Gastão Rosenfeld 
(Diagnósticos da América)
Monique Bourget (Hospital
Santa Marcelina Itaquera)
Rubens José Covello (IQG)
Waleska Santos (Hospitalar)

CCBC
Antonio Conde
Benno Kialka
James Mohr-Bell

Consulado do Canadá em São Paulo
Marco A. Francesquine

Ponto de partida
Durante a cerimônia de lançamento da Comissão de Saúde da CCBC, na Hospitalar 2010, realizada entre 25 e 28 de maio, em São Paulo, convidados canadenses e brasileiros apresentam ao público palestras sobre experiências do Brasil e do Canadá na área de saúde. A visibilidade, na ocasião, será uma grande aliada. Considerada um dos principais encontros mundiais do setor, a feira reúne, nesta edição, 1.250 expositores de mais de 30 países e cerca de 88 mil visitantes de 60 países. “Por causa dessa importante iniciativa da CCBC de lançar a Comissão, com a colaboração do consulado canadense, além de realizar os seminários previstos na programação oficial da Hospitalar, as oportunidades serão mais conhecidas e percebidas”, avalia Waleska Santos, fundadora e presidente do evento e membro do Conselho Estratégico da Comissão. Para ela, o Canadá, embora representado por empresas expositoras, teve uma participação tímida em anos anteriores. “O país é mundialmente conhecido por suas referências na saúde, pelo investimento per capita no setor, pelo trabalho dos órgãos reguladores e pela acreditação regulatória e as normas e padrões, entre outras boas práticas”, conclui.


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